Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013

Conto de fadas, à moda da minha terra!!!

           A orgia de palavras que se seguem, ao contrário de muitas histórias que por aí se contam, não é verídica, mas pode muito bem deixar de o ser e passar de pura ficção a realidade vivida por muitos de nós. Aqui vai:

 

Era uma vez uma freguesia, de nome complicado de dizer, sem que haja divisões de opinião, onde existe um monumento de elevado valor arquitetónico com a denominação de Mosteiro de S. Romão do Neiva. Com certeza bem conhecido para muitos de vós. Certo dia, vários grupos e movimentos da freguesia reuniram-se e chegaram à conclusão que não estão a valorizar o património, muito menos toda a vertente histórica associada ao movimento dos monges beneditinos pelas terras do vale do Neiva.

          Certamente quem se deu ao trabalho de ler isto até aqui, já está a movimentar o “rato” para aquela cruzinha no canto superior direito pois não tem a mínima paciência para injeções de história. Ora se é um destes casos, a melhor parte está para vir. Imagine então que no final da tal reunião, concluíram que deveriam organizar um ou mais eventos que desse a conhecer ao mundo que existimos e claro, que proporcionasse momentos de lazer e cultura aos habitantes e a quem nos queira visitar.

          Decidiram então fazer, o que foi apelidado de viagem ao século XVII, uma espécie de feira medieval, mas com a temática beneditina! Escolhido o local, que não poderia ser mais obvio do que o mosteiro e toda a aérea circundante até ao cimo do monte do Crasto, foram promovidas diversas iniciativas, do tipo:

 

- Concertos de cânticos beneditinos acompanhado por um órgão de tubos, raro na região.

 

- Visitas guiadas (ou não) aos vários locais do mosteiro, com especial destaque para aqueles que estão normalmente vedados ao público.

 

- Uma experiência gastronómica com o estaminé espalhado pela encosta do monte onde se davam a conhecer as iguarias da época, toda aquela doçaria conventual, os licores e até mesmo cerveja artesanal.

 

- Pregão nos recantos mais inusitados deste ambiente criado para uma viagem ao passado, sempre com uma vertente lúdica e alegre.

 

- Enfim, um sem número de ideias foram postas em prática e dizem as más-línguas que ao fim da 3ª edição, depois de amadurecer um pouco, o evento já era um sucesso de renome que trazia à “aldeia” centenas de visitantes na ânsia de conhecer um pouco da história e passar bons e bem regados momentos.

 

Posto isto, assim termina este leve divagar, que ao contrário das adaptações de histórias verídicas, não se sabe o final e muito menos se vai chegar a ter um início.

 

 

sinto-me:
publicado por fm às 20:05
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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

Raposa de guarda ao galinheiro

            O Governo afinal não vai vender a RTP, mas apenas reestruturá-la, tendo assim Paulo Portas ganho o braço-de-ferro a Miguel Relvas.

Mas esta vitória tem um preço, pois o líder centrista pretende agora ver, na RTP reestruturada, mais exposição dos assuntos que são gratos ao coração do seu partido, como a lavoura (discutida no "Prós e Contras"), as pescas (leit motiv de uma nova série do canal, "Os Bacalhoeiros", espécie de "Conta-me Como Foi" da faina) e os contribuintes (projecto adiado até 2015). Enfim, só visto!!

O "patrão" do Relvas deve ter mesmo o rabo preso, pois é impensável em qualquer país do mundo (minimamente civilizado) acontecer uma destas coisas:

1- Um individuo, depois de se saber o historial académico (ou falta dele) continuar em funções como se nada fosse.

2- O "patrão", que neste caso penso que seja o primeiro-ministro não o pôr a correr ao pontapé, se mais não pela imagem contaminada que transmite.

Como por cá não fazemos por menos, acontecem as duas coisas, com a maior das naturalidades. Por isso, não se pode esperar muito, e não falo de melhorias económicas, mas apenas um pouco de sensatez e ética no nosso (des)governo.

Em resumo, temos cá um coelhito, que se alimenta de relvas e por isso está fora de questão bater com as portas.

 

Citando o Miguel Sousa Tavares, RTP nas mãos de Miguel Relvas é uma má opção e “uma brincadeira”. 
“Para lhe salvar a cara (…) ofereceram-lhe a gestão da reestruturação da RTP, o que eu acho que é como pôr a raposa a tomar conta do galinheiro”, disse o comentador na SIC.

Explicando que "a pessoa que mais se bateu para que a RTP fosse vendida, privatizada, 49%, concessionada, que acabasse como serviço público, vai agora reestruturar o serviço público". "Acho que isso é uma brincadeira”, considerou Sousa Tavares.

O comentador acrescentou que o adiamento da privatização da RTP faz sentido, sublinhando que “aquilo que não faz sentido é que o Governo tenha estado um ano e meio para chegar à conclusão de que não havia condições de mercado, o que já se sabia desde o início”.



Não resisto em comentar o último parágrafo, pois dá-me azia só de pensar: Que competência tem o Relvas para gerir o que quer que seja, além de tramóias curriculares?! O mais grave é que agora, com a experiência acumulada neste não-negócio tem condições para pedir equivalencia de um doutoramento xpto numa qualquer àrea à escolha!!! Degradante!

 

sinto-me:
publicado por fm às 18:06
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

Memórias da infância dela

           Independentemente da crença religiosa de cada um, publico aqui um testemunho que penso que deve ser imortalizado, dado a conhecer aos mais novos e recordado pelos menos novos. Retirado do Boletim Informativo "O Neivense" e da autoria da Sra. Maria José M. Vieira . Aproveitem!!!


                                        "Memórias da minha infância"

 

         "Continuando a partilhar memórias da minha infância e juventude com os leitores deste boletim, quero falar-vos da primeira visita da imagem de Nossa Senhora de Fátima a Viana do Castelo.
Decorria a primavera, creio que do ano de 1949, um ilustre senhor da freguesia de S. Paio de Antas, chamado António Correia de Oliveira, muito conhecido pelos seus dotes de poeta e católico fervoroso, por promessa ou por graça recebida, trouxe à sua casa a Veneranda Imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Passadas 24 horas de veneração pela população do concelho de Esposende, a Imagem de Nossa Senhora de Fátima foi entregue às gentes de Viana do Castelo e, para esse acontecimento solene, o referido poeta preparou um cântico que eu passo a descrever a letra dos seus versos, conforme me é possível.


Quando Deus fez este mundo
Bem sabendo o que fazia
Fez Belém e fez Nazaré
E fez a Cova da Iria

 

Quando Deus fez este mundo
Ao prever jornadas santas
Para a Virgem Peregrina
Também fez S. Paio de Antas

 

Veio Maria em segredo
Terra aquém e de além Céu
Só ao chegar em frente ao Neiva
Foi que tirou o Seu Véu

 

Quando Deus fez este mundo
Onde o viu mais doce e belo
Para a Virgem Peregrina
Fez Viana do Castelo

 

Peregrina de um milagre
Fica entre nós um segundo
Depois, Adeus, bem sabemos
És a enfermeira do mundo.

 

 

           Este cântico era completado entoando-se Avé, Avé,Avé Maria, entre cada verso. Não me recordo quem foi o autor da música deste cântico mas o ensaiador foi o Senhor Domingos Pereira da Silva, que era músico na Banda de Belinho e, por isso, uma pessoa com elevados conhecimentos nessa matéria.
A entrega da Imagem de Nossa Senhora de Fátima foi feita pelas gentes de Esposende junto à ponte sobre o Rio Neiva, na nossa freguesia e decorreu com muitas lágrimas de tristeza ao verem a Imagem partir e a recepção feita pelas gentes de Viana foi de muito entusiasmo, com aplausos de boas vindas e lágrimas de alegria.
Recordo-me que o andor com a Imagem de Nossa Senhora de Fátima vinha numa carrinha pequena, de caixa aberta, ornamentado com quatro ramos de jarros brancos que, ao tempo, eram desconhecidos. Também, aos pés de Nossa Senhora, vinham pombas brancas (seriam cinco, ou seis) que nunca se perderam!
Depois da cerimónia de entrega e recebimento da Imagem de Nossa Senhora de Fátima, seguiu-se o percurso até à cidade de Viana. A carrinha seguia em marcha muito lenta para que a população a pudesse acompanhar a pé e em cada cruzamento, ou entroncamento, havia muita gente com flores, entoando cânticos, aplaudindo e chorando de emoção, que se juntava à peregrinação ao ponto de na chegada à ponte Eiffel de Viana ser uma multidão incontável!
Chegados ao cimo da referida ponte, quem olhasse para trás não via o fim da multidão!
Quando a ponte estava repleta de pessoas, aconteceu uma situação que ficou gravada, para sempre, em cada pessoa que a viveu. Houve necessidade de passar uma ambulância e, por isso, as pessoas tiveram que se encostar para junto às grades, por sinal para o lado a montante do rio. Aí a ponte desequilibrou-se e começou a baloiçar sem ninguém saber onde punha os pés. Houve medo, gritos e os fios do telégrafo que faziam a ligação entre Viana e S. Paio, batiam uns contra os outros causando um ruido assustador!
Os organizadores da peregrinação e os cantoneiros que se encontravam no local pediram às pessoas para terem calma e decidiram que as pessoas que se encontravam do meio da ponte para a frente continuassem a peregrinação e as outras foram aconselhadas a recuarem, lenta e ordeiramente até ao início da ponte e, depois de a ponte se encontrar totalmente livre, as pessoas que recuaram foram passando em grupos não muito grandes, talvez cem pessoas de cada vez. Foram momentos de medo e só por milagre não aconteceu uma tragédia, nem ninguém ficou ferido!
Ainda hoje acredito que esse acontecimento foi uma revelação para que todos soubéssemos que a Força e o Poder vem do Céu!
Apesar deste acontecimento, a peregrinação continuou e foi até à Igreja Matriz, hoje Sé. Aí houve uma vigília de oração durante a noite e, no dia seguinte, já com menos gente, entre aclamações de despedidas, no entroncamento da estrada do Castelo junto à venda do Miranda, a Veneranda Imagem da Senhora de Fátima foi entregue ao Distrito de Braga para continuar a Sua peregrinação pelo nosso querido Portugal.
Finalmente, quero partilhar convosco mais uma situação digna de registo, a qual só poderia ter acontecido pelo Poder da Providência Divina: As pombinhas brancas que acompanhavam a Imagem Peregrina, durante a noite, saíam de junto dos pés de Nossa Senhora, sobrevoavam as pessoas que se encontravam em oração e, depois, poisavam, docemente, no local onde tinham saído. Belo demais para ser entendido pelos mortais!"

 

 

 

@ adicionei uma figura ilustrativa, indo um pouco de encontro aquela teoria de que uma imagem vale mais que mil palavras!

sinto-me:
publicado por fm às 19:58
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2013

Ano Novo. Vida Velha!

           Eu queria começar o ano com um texto diferente. Algo motivador. Pensei em escrever sobre política, mas começamos o ano com uma judiaria, o aumento de impostos feito no escuro… E não é fácil aguentar o Coelho, o Gaspar e toda aquela comandita. Nada mudou. Continuam tratando-nos como idiotas. Ano novo não existe! É só uma convenção dos homens para medir a passagem do tempo. Tudo que existia até dezembro do ano passado continua a existir em janeiro deste ano.

 

            Mas para a maioria das pessoas, ano novo é vida nova! Tempo de novos planos!

 

            Este ano vais emagrecer? Parar de fumar? Mudar de emprego? Casar? Ter um filho? Trocar de carro? Tratar da dor nas costas? Abrires a tua própria empresa? Fazer as pazes com os teus pais? Vais?!

 

Albert Einstein disse que “Não podemos resolver problemas usando o mesmo tipo de pensamento que usamos quando os criamos”.


O mundo este ano continua igual ao que era no ano passado. O teu chefe mal-humorado é o mesmo. O teu colega que te quer passar uma rasteira também continua lá. Aquele crédito que não termina, ainda tem que ser pago… Os mesmos problemas te esperam e não os vais resolver a pensar como pensavas no ano passado, certo?

Os mais simplórios acham que falo sobre mudança de hábitos. Não. Estou a falar sobre mudar o pensamento. Os hábitos mudam como consequência.

 

 

Como tenho de começar com calma, senão quando chegar a meio do ano não tenho capacidade de aumentar a qualidade destes post´s (temos de diferenciar os vários tipos de qualidades de dejectos), deixo apenas uma perguntinha no ar, pois sei perfeitamente que ninguém irá responder:

 

Todos os anos o ano muda. E tua cabeça, muda também?




publicado por fm às 18:56
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