Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013

Raposa de guarda ao galinheiro

            O Governo afinal não vai vender a RTP, mas apenas reestruturá-la, tendo assim Paulo Portas ganho o braço-de-ferro a Miguel Relvas.

Mas esta vitória tem um preço, pois o líder centrista pretende agora ver, na RTP reestruturada, mais exposição dos assuntos que são gratos ao coração do seu partido, como a lavoura (discutida no "Prós e Contras"), as pescas (leit motiv de uma nova série do canal, "Os Bacalhoeiros", espécie de "Conta-me Como Foi" da faina) e os contribuintes (projecto adiado até 2015). Enfim, só visto!!

O "patrão" do Relvas deve ter mesmo o rabo preso, pois é impensável em qualquer país do mundo (minimamente civilizado) acontecer uma destas coisas:

1- Um individuo, depois de se saber o historial académico (ou falta dele) continuar em funções como se nada fosse.

2- O "patrão", que neste caso penso que seja o primeiro-ministro não o pôr a correr ao pontapé, se mais não pela imagem contaminada que transmite.

Como por cá não fazemos por menos, acontecem as duas coisas, com a maior das naturalidades. Por isso, não se pode esperar muito, e não falo de melhorias económicas, mas apenas um pouco de sensatez e ética no nosso (des)governo.

Em resumo, temos cá um coelhito, que se alimenta de relvas e por isso está fora de questão bater com as portas.

 

Citando o Miguel Sousa Tavares, RTP nas mãos de Miguel Relvas é uma má opção e “uma brincadeira”. 
“Para lhe salvar a cara (…) ofereceram-lhe a gestão da reestruturação da RTP, o que eu acho que é como pôr a raposa a tomar conta do galinheiro”, disse o comentador na SIC.

Explicando que "a pessoa que mais se bateu para que a RTP fosse vendida, privatizada, 49%, concessionada, que acabasse como serviço público, vai agora reestruturar o serviço público". "Acho que isso é uma brincadeira”, considerou Sousa Tavares.

O comentador acrescentou que o adiamento da privatização da RTP faz sentido, sublinhando que “aquilo que não faz sentido é que o Governo tenha estado um ano e meio para chegar à conclusão de que não havia condições de mercado, o que já se sabia desde o início”.



Não resisto em comentar o último parágrafo, pois dá-me azia só de pensar: Que competência tem o Relvas para gerir o que quer que seja, além de tramóias curriculares?! O mais grave é que agora, com a experiência acumulada neste não-negócio tem condições para pedir equivalencia de um doutoramento xpto numa qualquer àrea à escolha!!! Degradante!

 

sinto-me:
publicado por fm às 18:06
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