Centenas de restaurantes estão a deixar de vender refeições e a dedicar-se quase em exclusivo à produção de marmitas. E quando digo marmitas, refiro-me mesmo à embalagem e não ao conteúdo.
“Nós temos de acompanhar a evolução do negócio e, se as pessoas não vão ao restaurante e levam as marmitas de casa, nós produzimos marmitas”, explica uma empresária da restauração que se reconverteu. O seu restaurante “Amantes da Xicha - Carnes Cruas e Afins” só já faz caixas de plástico de todas as formas e feitios. A cozinha foi transformada em linha de montagem: o plástico chega em bruto e é derretido na grelha ou na frigideira antes de ser moldado à mão por duas beldades importadas e com bastante matéria-prima.
Sem a menor dúvida que já todos estamos cheios de ouvir a palavra crise e até mesmo de a sentir na pele, mas independentemente disso, acho que devemos ter sempre uma visão positiva das coisas, que no fundo é desligar a televisão e meter mãos à obra. Sim, meter mãos à obra porque não podemos contar minimamente com aquela cambada de bonecos que todos ajudamos a subir ao poleiro. Quando digo todos, estou realmente a referir-me a todos os eleitores, até mesmo aqueles que não foram às urnas ou votaram em branco ou qualquer outra coisa do género.
Li hoje algures que o nosso presidente da republica fez questão de dizer à boca cheia que portugal está a seguir à risca o acordo com a troika.
Sim, e depois? Acham mesmo que isso é alguma habilidade? Parece que é a única coisa que interessa, nem que para isso se passe por cima de tudo e todos.
Ora vejam lá este ponto de vista:
Como todos sabemos, o número de acidentes de trabalho (mortais) tem vindo a aumentar seriamente nos últimos meses. Infelizmente, existe sempre o risco de acontecerem e por mais medidas que se tomem os acidentes estarão sempre presentes. Mas um dos motivos, sem a menor dúvida, é a falta de meios e atitudes de prevenção colocadas à disposição pelas entidades patronais, que ficam ainda mais imúnes com a "crise" e os colaboradores ficam de mãos e pés atados pois chega-se ao cúmulo de ter duas opções: ou se aceita a falta de condições ou a interminável fila do centro de emprego!
Outra coisa é o alarido em volta do Carnaval. Concordo que é aceitável que se diminuam os feriados e tolerâncias de ponto, mas acham mesmo que um dia dá aqueles milhões todos de prejuízo? É que por outro lado, é relativamente fácil fazer as contas e ver quanto é a "facturação" anual dos serviços públicos, o que teoricamente seriam bastante lucrativos, o que não me parece.
Outra coisa que me faz espécie é porque não escolher qualquer um dos outros feriados em que normalmente não se faz nenhum, em vez de um dia em que o povo saí à rua, movimenta a economia, dá a ganhar a muita gente e ainda se abstraí um pouco desta nuvem negra da austeridade. Enfim, atitudes de menino mimado!!
Por fim, já repararam que as potências da europa, nomeadamente a Alemanha, estão gradualmente a obter o controlo da europa, coisa que não conseguiu com as armas no passado. Não tenham dúvidas que daqui a nada estamos a entregar a chave deste belo jardim aos artistas e ainda vamos de calças arreadas e muito lubrificante...
Sem mais, vamos mas é trabalhar!!!
Bem recentemente, o nosso conhecido José Sócrates disse que, passo a citar “Para pequenos países como Portugal e Espanha, pagar a dívida é uma ideia de criança. As dívidas dos Estados são, por definição, eternas. As dívidas gerem-se. Foi assim que eu estudei”.
Pois é meus caros, embora a credibilidade deste senhor para mim seja muito baixa, ainda mais quando diz que foi assim que estudou, depois de todas aquelas polémicas acerca da sua licenciatura. Está claro, que provavelmente está-se a referir ao estudo “caseiro e por conta própria” que todos deveríamos fazer.
O que me deixou a pensar que aquela afirmação não é assim tão inocente e provavelmente até é a realidade e que não convém aos sanguessugas que tem o rabo no poder (e não falo no nosso país, mas bem lá no topo da Europa) assumir nem dar a conhecer ao Zé Povinho são algumas noticias e comentários que tenho lido aqui e ali, mesmo antes dessa dita afirmação.
Ora vamos lá fazer um breve apanhado da situação:
Ao que parece, a dívida não se paga. E não se paga por falta de vontade ou ideia de o fazer, mas sim porque é matematicamente impossível de o fazer.
O artº 104 do tratado de Maastricht e o artº 123 do tratado de Lisboa impede os estados europeus de gerarem a própria moeda, estando esse direito reservado ao banco central europeu (BCE). O BCE empresta aos estados com juros, não estamos a falar de uma ajuda externa ou outro empréstimo do género, estamos a falar da moeda que é utilizada pelos habitantes dos países da zona euro. Um exemplo prático da minha maneira de ver isto é: Eu obrigava os tascos de Neiva City a entregar-me todas as minis em circulação, criava a minha própria marca de cerveja e emprestava-as “com juros, claro” aos ditos comerciantes, sendo eu o único fornecedor. Resultado, mesmo que não tocassem sequer nas grades de minis, já teriam de “ir roubar” a outro lado para me devolverem o produto com os respectivos juros. Vejam isto para todos os produtos e arranjem uma maneira de me pagar. A esta hora estão vocês a pensar que é extremamente simples, basta que tenha clientes e que as com margem de lucro que dê para pagar os juros. É verdade, mas isso só vai passar a dívida para os outros, no final de todo o ciclo, alguém vai ficar a arder, salvo a expressão!
Para termos uma ideia, ao nível de estados e de valores de jeito, o gráfico que se segue mostra a dívida calculada sem a acumulação de juros a azul e a dívida calculada com a acumulação de juros a vermelho (o gráfico da dívida portuguesa ficava Out of Range :))
Rapidamente verificamos que se retiramos os juros, a dívida não existe!
Ora, se apenas para termos o direito de andar com notas de EURO no bolso… Pronto, com moedas de EURO no bolso, pois as notas andam a escassear, já temos uma dívida com acumulação constante, se juntarmos os empréstimos para obras, transportes, “desvios e compadrios”, quem ainda acreditar que alguma vez iremos pagar a dívida convém que arranje um local bem confortável para esperar.
Bem, para já fico por aqui, caso alguém discorde do que aqui foi dito, ou descubra alguma barbaridade económica agradeço que me esclareça e faça valer a sua opinião.
Não poderia deixar passar em branco mais um passo em frente deste nosso jardim, que embora um pouco degradado, ainda tem muitas e boas coisas para dar.
Passo a citar, a UNESCO declara o Fado Património Imaterial da Humanidade. A candidatura apresentada pela delegação portuguesa foi aceite em Bali, na Indonésia.
O fado canta a vida e o destino de um povo há cerca de dois séculos, mas agora deixou de ser só nosso para ser de todos. Depois de várias horas de atraso, a candidatura do fado foi aceite pelo comitê de 24 delegados da UNESCO.
Como muitos de vocês, não sou propriamente uma apreciador de fado, nem tenho sequer conhecimentos de base para identificar os vários tipos de fado, mas tenho legitimidade para gostar ou não de determinada canção ou artista, e actualmente aprecio uma das novas vozes do fado, a qual partilho com vocês. Ao que parece, um fado não se ouve, sente-se... Portanto, façam o favor de se abstraír de tudo o resto e aproveitar o "momments"!!
Se pretende avançar com aqueles projectos que estão na gaveta, não deixe de visitar a página oficial da 4 Ideias, onde pode encontrar de forma ligeira e perceptível o vasto leque de serviços prestados.
Visite www.4ideias.pt ou siga todas as novidades em http://www.facebook.com/pages/4-ideias/1
Ora cá estamos nós para mais uma pequena odisseia no mundo dos posts...
O tema de hoje é mais do que espontâneo, pois refere-se a algo que vi "ao vivo", e não me perguntem porquê, me ficou na cabeça e não resisti em partilhá-lo!!
Numa manhã solarenga de domingo, acordei relativamente cedo (talvez pela ligeira dor de cabeça provocada pelos excessos de sábado à noite) e como o tempinho estava convidativo a um passeio pela beira-mar lá fui eu rumo à praia.
Ultrapassados todos contratempos, tipo chegar lá, estacionar, levantar o rabo do banco etc etc, lá comecei a minha caminhada de pouco mais de 100m :) pela praia fora!!
Tenham calma, já estou quase a chegar ao centro da questão... Sabem que eu gosto de ir directo ao assunto eheheh!!
Num daqueles bancos de madeira ao longo dos passadiços estava uma menina (digo menina pois seguramente que se trata de uma pessoa com espirito jovem, embora de idade já teria os seus setenta e muitos anos) a ler um livro que infelizmente não consegui ler o titulo, mas que pelo aspecto da capa e das proprias folhas não deveria ter muito menos idade que a leitora que o segurava nas mãos.
A capa do livro já bastante gasta, albergava umas centenas de folhas que já se encontram amareladas, em resultado provável de muitas manhãs a apanhar banhos de sol e a serem folheadas inumeras vezes.
Está visto que ficaram desiludidos com o assunto, que no fundo não é nada de especial, mas que me levantou algumas questões do tipo: Quantas vezes aquele livro já foi lido pela mesma pessoa? Qual o título e desenlace da história? Digo, estive mesmo para ir meter conversa com ela, mas tive receio de levar com a bolsa pelo costado abaixo e que começasse a gritar "Acudam, que este larápio quer-me gamar a reforma!!"...
E bem vistas as coisas, era capaz de não ser mau negocio :))))
Bem, está na horinha do tacho e de preparar as coisas para uma bela tarde de praia!!
FM
Desta vez sugiro-lhes um lugar aqui bem perto para visitar já amanhã!!!
Monte da Sra do Crasto - Neiva - Viana do Castelo.
Com uma vista deslumbrante para o vale do rio neiva, optimas condições para trazer o farnel e petiscar comodamente em mesas de pedra à sombra de arvores centenárias, dá logo vontade de esvaziar umas tantas minis... Como não posso garantir que o bar de apoio (sim, também lá existe um) esteja aberto, o melhor é ir prevenido e levar uma valente bacia cheia de gelo e mergulhar as pequenas loiras até ficarem e manterem-se "no ponto" (e não estou a falar de humidade, mas temperatura :)!!
Ah, e não há a desculpa das calorias extra, pois para quem quiser desgastar os excessos é só dar uma vista de olhos pelos quadros tématicos que existem pelo escadório e o problema fica resolvido e ainda tem o bónus de apreciar pequenas obras de arte!
Aqui vai um cheirinho do que se pode avistar e... aproveitem!!
Bem, em qualquer dos casos vamos lá colaborar com o nosso conhecimento e acrescentar mais alguma informação nesta grande fonte "do saber" mundial (ou universal, nunca se sabe :))
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neiva_(Vian
Não posso deixar de rabiscar acerca da mudança oficial do nome da freguesia de Neiva, para S. Romão de Neiva. Efectivamente, poucos ou nenhuns efeitos práticos surgirão dessa alteração. Considero esta causa como uma espécie de desafio pessoal que alguns neivenses (ou será S. Romãonenses :))) abraçaram com unhas e dentes e por uma questão de orgulho pessoal levaram até ao fim para mostrar a todos os outros que conseguiram atingir o objectivo!!! E muito bem, aliás, dou-lhes os meus parabens, e gostaria de ver esse empenho noutras causas (talvez mais importantes e benéficas para a freguesia, mas talvez sem tanto protagonismo).
Para que teve a oportunidade de dar uma vista de olhos no JN de ontem, verificou que este "enorme passo" para a freguesia foi divulgado nesse mesmo jornal, e imaginem só, com direito a foto e tudo!!! Pena é a fotografia que lá vinha seja de uma paisagem claramente Castelense, uns barquinhos todos bonitos a repousar no portinho (pedra alta)... Será que foi propositada para fomentar o turismo eheheheheh!!!!
Como já devem ter percebido, a minha posição relativamente a este assunto é totalmente neutra, mas agora surgem-me questões do tipo:
Qual o novo brasão da freguesia?! Já existe? Quem o escolheu?
Para quando a substituição de todas as placas com os nomes das ruas e numeros de porta?! Quem paga?
Não me vou alongar mais neste post, pois daqui a nada parece um tabloide...
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